Não
tenho a esperança de que me deixava confiante e concreto. Acho que nunca tive, apesar
de ainda possuir a concretitude de ser. Também, não tenho a ansiedade perigosa
que me levava aos caminhos tortuosos. Nada mais tenho a não ser a distância que
nos separa, onde me escondo os sentimentos em palavras que se apagam ao mesmo
tempo que surgem na raiva veloz do vento suave do outono. Palavras fracas sem
expressividade, sem a doçura da agulha a espetar a carne. Cercado por sons e
imagens ao qual invoco palavras obscenas para descrever o que se passa comigo.
No entanto a irrealidade toma conta linearmente em tudo numa assombrosa rapidez
desaparecendo ao mesmo tempo. Talvez, descubro enraivecido que desejo um drama
brega em que eu possa dizer: TE AMO.
É isso... ou, não é?
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