segunda-feira, 25 de abril de 2022

Diário de um sentir – Caderno número 9.779(2022)

                                

            Não tenho a esperança de que me deixava confiante e concreto. Acho que nunca tive, apesar de ainda possuir a concretitude de ser. Também, não tenho a ansiedade perigosa que me levava aos caminhos tortuosos. Nada mais tenho a não ser a distância que nos separa, onde me escondo os sentimentos em palavras que se apagam ao mesmo tempo que surgem na raiva veloz do vento suave do outono. Palavras fracas sem expressividade, sem a doçura da agulha a espetar a carne. Cercado por sons e imagens ao qual invoco palavras obscenas para descrever o que se passa comigo. No entanto a irrealidade toma conta linearmente em tudo numa assombrosa rapidez desaparecendo ao mesmo tempo. Talvez, descubro enraivecido que desejo um drama brega em que eu possa dizer: TE AMO.

            É isso... ou, não é?

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