sábado, 23 de abril de 2022

Traços



Sentado nos riscos da rua
Emparedado nos retorcidos ferros
Na frieza do cimento aquecido
Tristemente vejo a alma nua

Solidão minha companheira
Opressiva nas linhas horizontais
Assanhadas nas linhas verticais
Vivo a vida nada verdadeira

Solidão sentimentos que aperta
Oprime, descontrola, desconcerta
Retilínea sem um rumo certo

Sentado nos riscos da rua
Tento arrumar o desacerto
Sentindo na pele o beijo da lua

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