Sentado nos riscos da rua
Emparedado nos retorcidos ferros
Na frieza do cimento aquecido
Tristemente vejo a alma nua
Solidão minha companheira
Opressiva nas linhas horizontais
Assanhadas nas linhas verticais
Vivo a vida nada verdadeira
Solidão sentimentos que aperta
Oprime, descontrola, desconcerta
Retilínea sem um rumo certo
Sentado nos riscos da rua
Tento arrumar o desacerto
Sentindo na pele o beijo da lua
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