...
perdido de um lado para o outro da sala em pequenas passadas andava feito
animal enjaulado sem noção de que estava andando de uma lado para o outro
talvez projetando a busca levando-o ao consciente processo mecânico induzindo-o
a agir como animal passivo a escorrer tédio de um lado ao outro onde o silencio
mórbido da vida era lhe jogado na mesma proporção em que as pernas o condiziam
a esmo de um lado para o outro sabendo-se que teria um dia ou uma hora ou
talvez um minuto ou mesmo nesse instante encarar a situação pavorosa da
realidade saindo dessa imobilidade cruel de se dirigir a parede dar um giro de
cento e oitenta graus e voltar a outra parede retaliando-se no mecanismo para
sair numa boa sem ter que se explicar o do porque isso ou daquilo onde a individualidade
permeia o esquema sempre que necessita fazer algo a inatividade cresce
assustadoramente...
É
isso... ou, não é?
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