Na umidade
O relógio marca o momento do passado encravado na pele dos objetos mudos e
surdos. Obediente, o percurso do tempo, encarcerados em prédios de agonia
mórbida, fixados por pigmentos de ácido na tela do medo, representam a palidez
de uma época falida. Não há salvação sem desprendimento palpável. Sem
ressentimento de qualquer tipo. Sentimento, aliás, não tem vez, não é relevante
sua importância diante dos sadismos utópicos enovelando o masoquismo da perda
de identidade.
Somos o que somos
sem salvação, engolfados no capitalismo vegetativo consumista lutamos para
manter a respiração de nadador. Não representamos valores antigos, queremos
impor nossos valores desprezando costumes e tradições de cultura sendo jogado
no lixo fetos e mais fetos dos nossos fetos apodrecidos na vagina da cidade.
Ao luar cinzento o
mendigo ergue sua taça de vinho imaginário e brinda a vida feliz, a sua vida de
felicidade.
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