Estou na pele
Estou na pele das ruas molhadas
De suores para sentir-me
O que eu sou além de viver por viver
Estou no andar dos manetas a escorarem
Seus destinos nas marquises dos viadutos
Estruturas de aços humanos
Entregues a sorte de viverem o dia a dia maligno
Cada migalha de pão é um pedaço de carne
Que arrancam do meu corpo inválido de vida
Cada lágrima é pus de sangue ejaculado
Nos muros escuros famintos e cancerosos
Meu coração apodrece na ferida da cidade
Esparramando seu liquido venéreo
Em cada monumento desaparecido
Estou no teu sexo
Como meu sexo
Perfura tuas entranhas
De loba faminta
Devorando-me
Um pouco por dia
Crucifiquemos nossos pecados
Ao badalar dos sinos
Da Catedral da Sé
segunda-feira, 7 de novembro de 2022
Pequenas histórias 268
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