terça-feira, 1 de novembro de 2022

Pequenas histórias 274

 E a palavra se fez


E a palavra se fez no brilho suave da luz dos teus olhos.

A palavra se fez no mudo entre vozes soturnas do meio dia.

Palavra se fez nas caricias das árvores protegendo os escombros da vida.

A palavra se fez e se fará no grito dos desgraçados calados em seus cantos.

Lavra a palavra a forma nas arestas performáticas dos desgraçados famintos.

A palavra se enrosca nos alicerces arquitetônicos da avenida marcando minha presença.

Verifico em cada fibra apocalíptica a palavra ferindo pés descalços de sentimentos.

Rasga a carne toda palavra dita na raiva do ódio sem noção do que seja a palavra.

A palavra fere o poeta ao tentar expressar seu potencial fingidor de paixões.

 

Semente malévola crucificando ideias paridas nos escuros da memória que se perde.

Estrutura de aço e cimento no topo das palavras em estridentes sons de vida.

 

Fere a palavra a carne dos desejos surripiados nos escaninhos dos sexos não provados.

Elementos de vidas a agonizarem nos passos incertos caindo no buraco soturno da alma.

Zopeiro a minha sina está nas palavras que ainda não se fez no brilho dos teus olhos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vazia.

                                            Vazia. A minha mente está vazia.Vazia.Vazia.Tanta coisa as quais posso escrever e nada me vem à ...