E a palavra se fez
E a palavra se fez no brilho suave
da luz dos teus olhos.
A palavra se fez no mudo entre vozes soturnas do meio dia.
Palavra se fez nas caricias das árvores protegendo os escombros da vida.
A palavra se fez e se
fará no grito dos desgraçados calados em seus cantos.
Lavra a palavra a
forma nas arestas performáticas dos desgraçados famintos.
A palavra se enrosca
nos alicerces arquitetônicos da avenida marcando minha presença.
Verifico em cada
fibra apocalíptica a palavra ferindo pés descalços de sentimentos.
Rasga a carne toda
palavra dita na raiva do ódio sem noção do que seja a palavra.
A palavra fere o
poeta ao tentar expressar seu potencial fingidor de paixões.
Semente malévola
crucificando ideias paridas nos escuros da memória que se perde.
Estrutura de aço e
cimento no topo das palavras em estridentes sons de vida.
Fere a palavra a
carne dos desejos surripiados nos escaninhos dos sexos não provados.
Elementos de vidas a
agonizarem nos passos incertos caindo no buraco soturno da alma.
Zopeiro a minha sina
está nas palavras que ainda não se fez no brilho dos teus olhos.
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