Poderia fazer você feliz, mas ao sentir o mundo diferente do teu olhar criou-se
algo dentro de mim que corrói o tempo que há em nós. Passeio pela multidão
ouvindo olhos, vendo fala e parado nem todos me vê e nem me ouvem. Percorro
anseios sinistros para que teu corpo não saia do meu. No entanto as pedras
rolam na interminável angustia esfolando peles indignas de sentirem a nudez da
beleza. Foi então, que cai na escuridão dos homens. E vi a luz opaca das peles
luminescentes das mulheres feridas de morte. E comi o sexo de fel das frutas
apodrecidas espalhadas nos campos de concentração. Não fui à guerra, ela que
veio até mim. Crucificou-me no asfalto sem pétalas de rosa e sem perfume de
vida e, no livro dos mortos ficarei prisioneiro por décadas. Nas palavras não
há vitórias que justificam os atos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário