Meus dedos se imobilizam na cloaca da vagina seca a caça de aventuras em cada
esquina fálica do medo.
Cada um se conduz
por si próprio e todos contradizem o que querem nos fios longos encaracolados
pelo umedecido prazer.
Cada fibra de unha arranha levemente o útero aconchegante de desejos mórbidos
como se fosse a primeira vez.
Não existe a
primeira vez quando se deseja o nirvana do prazer existente entre e fora da
carne insaciável, tudo é apenas um amalgama de sentimento único e possível de
se sentir desejado e amado.
Grita o espasmo cancerígeno do orgasmo mecânico na boca desfigurada pelo sentir
despudorado pelo liquido da vida.
Fecha-se a cortina,
acabou o show explicito das carnes saciadas diante do pagamento da plateia
orgíaca delirante de sexo solitário.
Nem tudo é aquilo que imaginemos que seja cada um tem a sua própria sentença de
vida ou de morte.
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