domingo, 18 de dezembro de 2022

Pequenas histórias 221

 

Meus dedos se imobilizam na cloaca da vagina seca a caça de aventuras em cada esquina fálica do medo.

Cada um se conduz por si próprio e todos contradizem o que querem nos fios longos encaracolados pelo umedecido prazer.
Cada fibra de unha arranha levemente o útero aconchegante de desejos mórbidos como se fosse a primeira vez.

Não existe a primeira vez quando se deseja o nirvana do prazer existente entre e fora da carne insaciável, tudo é apenas um amalgama de sentimento único e possível de se sentir desejado e amado.
Grita o espasmo cancerígeno do orgasmo mecânico na boca desfigurada pelo sentir despudorado pelo liquido da vida.

Fecha-se a cortina, acabou o show explicito das carnes saciadas diante do pagamento da plateia orgíaca delirante de sexo solitário.
Nem tudo é aquilo que imaginemos que seja cada um tem a sua própria sentença de vida ou de morte.

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