Eu não minto nas palavras que aos borbotões se esparramam no crepúsculo do teu ser ainda adormecido. Palavras lambem o teu dorso como foice afiada corta a grama do saber. Deslizo inconsciente entre as palavras na procura do teu físico que não tenho em meu poder. Percorro trilhas murchas de gramas e flores desiludidas jogadas no lixo. Cato algumas refazendo o percurso por onde devo seguir até amealhar o fruto que a mim deve ser ofertado. Colho desse fruto o sabor da vida lambuzando-me num coito amoroso onde dois é um e, em uníssemos, letárgicos caímos no profundo ser que há em nos dois. Fechamos os olhos, dormimos a eterna aurora na oferenda um ao outro. Eu não minto nas palavras que aos borbotões se esparramam no crepúsculo, eu apenas sinto-as me regozijando em teu corpo nu pronto a se entregar aos prazeres da alma nua.
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