Guardo
palavras que não devem ser ditas. Estão no canto mais escuro do profundo
subconsciente na expectativa que um dia sejam lembradas.
Elas
estão lá, eu sei, mas na diária vida de incongruências, às vezes penosas, elas
não têm a mínima necessidade ou condição de ser exposta a luz dos olhos do leitor.
Elas
reclamam, eu sei principalmente as mais antigas, reclamam, mas o que posso eu,
escritor de segunda categoria, fazer por elas?
Nada.
Nada posso fazer. Às vezes, as mais exigentes, as inquietas como são as alas
femininas, é impossível contê-las, e num rompante de liberdade, invade a
privacidade dos dedos pressionando as teclas para que possam ser vistas pelos
os olhos do incauto leitor.
Desconhecidas para ele, o
leitor se assusta com seus caracteres gráficos, com a flexão nova, com a raiz
nunca lida. Não, não há leitor ignorante, o que há é leitor preguiçoso que
diante de uma palavra nova não procura saber o significado, a procedência,
assim se perde no emaranhado, quase sempre intelectual do escritor. Este, num
esnobismo de gênio, esquece que não é o leitor que tem que vir a ele, e, sim,
ele que tem que ir onde o leitor está. Assim, muitos morrem esquecidos em
prateleiras empoeiradas, quando de longe em longe, é lembrado por um punhado de
fãs só pelo simples fato de se acharem gênios da palavra.
Assim, ofereço esse pequeno
texto, expressando com palavras simples, os meus parabéns à Érica. Que a
felicidades e a paz esteja sempre iluminando seu coração para que possa trilhar
o caminho da alegria eterna. Parabéns, menina.
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