Esgoto-me
na burguesia paciente de rodar os sentimentos em várias direções sem ter um
objetivo certo e aparente.
Saio todas as manhãs com a
simples necessidade em acreditar no que poderá me suceder ou que mesmo venha eu
provocar algo e, me desespero ao findar o dia, que tudo correu dentro da rotina
massificante do prazer de apenas existir.
Quando o sol deita seus raios
no horizonte das fragilidades, recolho-me dentro da redoma delicada de sentir,
no fundo do copo, a saudade do que não tive e que um dia poderei, quem sabe,
ter na totalidade.
Muito
fiz e o que recolhi, está impregnado nos passos trôpegos, às vezes confiantes,
onde recolho pedaço por pedaço do cristal partido a ferir minhas mãos.
Você não está nunca esteve
acompanhando, processo por processo, toda a evolução intelectual social de um
ser.
Você nunca foi esteio onde
pudesse apoiar meus costados cansados de tanta incerteza e duvida.
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