O sol descruza os braços por entre os galhos da árvore balançando os
rostos de bolas frágeis que, ao pequeno contato, se quebram espalhando
preocupações e angústias pelo chão do medo e do terror. Fogos sanguinolentos
marcaram de brilho o céu escuro onde o cuidado de não ser assassinado foi
apregoado aos quatro cantos da cidade perdida em falsa felicidade.
Sorri o felizardo sem as meras preocupações carregando nos ombros a
vulnerável burguesia a qual pertence feliz por viver incólume o ano todo
O que era presente rapidamente é
passado. Caminhamos no passado, não um passado longínquo, num passado recente,
onde a todo instante bate a nossa porta pedindo licença para entrar. Sem ser
percebido, se instala no melhor lugar do sofá e só será percebido, quando a luz
dos olhos se torna opacas.
Só serei forte, quando não me preocupar mais com o tempo.
Quebrei todos os espelhos...
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