terça-feira, 13 de junho de 2023

Pequenas histórias 57

 

Foi um vestígio que marcou o instante no assoalho quando, percebeu a luz frágil da lua, invadindo o quarto dos sonhos, meramente esquecidos, ao acordar no meio da noite.

Levantou-se no escuro tendo a angústia roçando os lábios mornos do desespero por ficar muito tempo deitado na cama que o espetava.

Os caminhos percorridos durante o dia tropeçavam em seus olhos marcando os longes que impôs a si mesmo como algo que deveria ser feito sem medo e sem hesitação.

Seguia os caminhos não como destino, não acreditava em destino, mas somente para chegar aos longes da alma eliminando o negativismo de seus atos impensados.

Sabia que dormir não espantaria jamais o frio das palavras impressas nos cartazes grande das ruas e, muito menos, lhe daria noção do corpo como um todo.

Os resíduos, mero subterfúgio, agia como reveladora demonstração de sua vivência constante no mundo prosaico dos sentimentos.

E, coalhado de resíduos, percorreu as nódoas cuja marcas a chuva repentina, deixava no chão seco por onde passava.

Sorriu meio tristemente, se enfiou de novo debaixo das cobertas, não deixaria a depressão invadi-lo.

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