Foi um vestígio que marcou o instante no assoalho quando, percebeu a luz
frágil da lua, invadindo o quarto dos sonhos, meramente esquecidos, ao acordar
no meio da noite.
Levantou-se no escuro tendo a angústia roçando os lábios mornos do
desespero por ficar muito tempo deitado na cama que o espetava.
Os caminhos percorridos durante o dia tropeçavam em seus olhos marcando
os longes que impôs a si mesmo como algo que deveria ser feito sem medo e sem
hesitação.
Seguia os caminhos não como destino, não acreditava em destino, mas
somente para chegar aos longes da alma eliminando o negativismo de seus atos
impensados.
Sabia que dormir não espantaria jamais o frio das palavras impressas nos
cartazes grande das ruas e, muito menos, lhe daria noção do corpo como um todo.
Os resíduos, mero subterfúgio, agia como reveladora demonstração de sua
vivência constante no mundo prosaico dos sentimentos.
E, coalhado de resíduos, percorreu as nódoas cuja marcas a chuva
repentina, deixava no chão seco por onde passava.
Sorriu meio tristemente, se enfiou de novo debaixo das cobertas, não
deixaria a depressão invadi-lo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário