Aproximou-se sem ser percebido. Alongou os braços e envolveu num abraço
aquele corpo cheio de cansaço. Não se importou com exclamações de espécie
alguma, e, muito menos, com o que poderiam dizer ou pensar em dizer.
Abraçou aquele corpo que pedia assim como ele queria. Sentiu a tarde se
expandir num glorioso raio de sol avermelhado queimando o horizonte. Ao mesmo
tempo, recebeu um beijo na diagonal do prazer, enquanto sua mão deslizava na
suavidade da penugem do pêssego arrepiando a pele. Deixou-se ficar na doçura do
envolvimento, até que meio sádico, aparou em cada tecido a vibração das
moléculas dirigidas a cada corpo. Assim, ficou, por longo, longo, longo tempo.
E, no momento em que o sol dissipou toda a luz dando lugar as sombras da noite
fecharam-se mais uma vez num abraço, e adormeceram no sono dos justos, colados
na satisfação de terem conseguido desfrutar o prazer um do outro.
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