No silêncio do sol afundo meus pés na areia preta que escorre suarenta
dos corpos seminus.
Há uma metálica nítida arrogância transitando nos meandros do corpo sem
proteção.
Comandos agilizam sentimentos que percorrem os nervos da cidade
arrepiando a pele nos prédios luxuosos.
Vozes digitam falas lidas no compasso dos e-mails perdidos e sem
respostas.
Fecham-se vidas solitárias fixas no monitor esperança de companhia.
Ouve-se a sirene cortando a noite em fios tênues de desespero.
Alguém desligou o micro no suicídio de uma noite suja e sem estrelas.
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