Presenciar um atropelamento não é nada agradável.
Ainda não presenciei um, isto é,
até quarta-feira passada. Mas não considero um atropelamento na amplitude que a
palavra sugere. O que não deixa de ser um atropelamento. Foi uma cena nada boa
para ser vista.
Tinha saído da academia e estava
no ponto do ônibus quando o carro bateu de lado nele e jogou-o ao chão. Foi uma
batida de raspão, porém de conseqüência mortal. Pois como caiu ele ficou. Nem
se mexeu. O carro creio, daria tempo de frear ou desviar. Não sei por que carga
dáguas não fez nada disso. Ele também, indeciso, ficou naquele de atravessar ou
voltar acabou sendo atropelado.
A rua é uma ladeira não muito
íngreme. É o começo da rua, onde os motoristas aproveitavam para dar embalo e
subirem a ladeira do Cangaiba e conseguirem subir o viaduto que passa por cima
do Tiquatira. A prefeitura colocou perto do Terminal de ônibus da Penha um
radar para evitar os abusos. No entanto assim que passam pelo radar, os caras
pisam fundo.
O motorista do carro preto não
estava correndo exageradamente, o que não se explica o do porque ter
atropelado, talvez estivesse distraído ou conversando, vai se saber. O pior foi
que logo depois passou um micro ônibus por cima do coitado arrastando-o mais
para frente. No momento não pensei em nada, minha mente ficou em branco, acho
que foi o único instante em que não pensei em nada. Logo da passagem do micro
ônibus foi que me veio à mente:
- Pronto, agora ele vai ficar aí
jogado, os veículos vão passar por cima dele até que vire uma massa de carne,
ossos e pelos amassados no asfalto.
Duas moças que estavam comigo no
ponto do ônibus e que presenciaram também a cena, tiveram pena e puxaram pelo
rabo o pobre coitado colocando-o na calçada.
Agora, talvez em algum lugar
dessa imensa cidade, haverá uma menina triste que não verá mais o seu cachorro
de estimação, fazendo com que seus pais saiam à procura dele.
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