Gotículas de sentimento escorrem pelas fibras escuras.
Molham
ferros e cimentos da humanidade a procura da felicidade sem saber se ela existe
ou não.
Frios
rostos perdidos se escondem entre garrafas e copos, tendo na face carcomida, a
existência vazia ao se encontrarem consigo mesmo.
Fracos
solitários caçam companhia pendurados em podres balcões de mármores sorvendo
suas agonias geladas nos bares.
Zumbis
sonolentos sobem e descem ruas e avenidas, entram e saem dos promocenteres,
lojas e shoppings num afã consumista, como tentativa de recuperarem o que
perderam em vidas passadas.
Tardios
místicos ultrapassados elaboram viagens num intricado itinerário com a
finalidade em apaziguar os deuses mortos.
Sorvo
da grandeza, pequenos existires desapercebido por afoitos sentires
desnorteados.
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