preso a procura da liberdade
preso melancólico pelas ruas cinzentas
enjoado pelo nojo das palavras falsas
preso no olhar do relógio da vida
emperrada pela justiça
no tempo ilusório da espera
cuja felicidade não alcançada
carrega-me como o rio
corre em cascatas
prisioneiro surdo
de olhos fechados
olho estrelas interiores
a renovar a palavra
do próprio vomito
a escorrer no lamaçal fedido
do mundo perdido
preso sou ao que sou
preso sou ao que eu queria seria
prisioneiro sou paradigma
fundindo o que eu queria ser
com o que sou numa mesma
vida de tédio nojo e ódio
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