Os olhos transitam na fome existência
Da boca salivas degustam o cheiro vida
As enegrecidas mãos cortam o alimento
Misterioso pão da penúria e sofrimento
A pequena luz do lampião a querosene
É a única chama quente que alimenta
O frio e faz com que estejam em volta
Da grande mesa todos na fome reunidos
Mudos repartem a pouca batata quente
Silenciando a fome que a todos atormenta
Concentrados no momento apenas
Não pensam no amanhã
Sabem que tudo será novamente
Repartido na esperança
De alimentarem a felicidade
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