quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Ouço as paredes

  da memória ao estilhaçar dos pingos no vidro, refletindo na janela os olhos no mais fundo de tudo que já floresceu.

Ouço nas árvores o toque do vento ao apagar das lembranças em cada fruto que no chão apodreceu.

Ouço os olhos que dormem no estalar das madeiras queimando a espera de você que não vem jamais.

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