O veleiro trafega nas ondas da tua mão cimentada no ensolarado asfalto refletindo na angustia a pobreza da alma encalacrada nos edifícios de silêncio febril.
O vento sopra os passos cristalinos numa proporção onde o sentimento se deixa levar no dia a dia imutável.
Rumo ao porto do teu coração e, solitário, depositarei as armas me entregando às prostitutas cristalizadas no asfalto do prazer pelo vil dinheiro.
Trago sem me embebedar totalmente pela marola envolvida em segredos que não devem ser revelados.
Náufrago de versos me aprofundo no tempo determinado prometendo não mais te procurar.
Rimas solfejam as velas ufanadas pelo vento salino sem saber que a vida nem sempre vai e nem sempre vem onde está o cais.
A solidão salgada pela onda que entra em minha pele me arremessa contra o cais determinando o grau da saudade.
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