domingo, 7 de janeiro de 2024

O sol escorre

  pelas paredes da memória, revelando a concretude do vazio ao lembrar da primavera que já não existe mais.

 

Buzinam carros saudações espantando das árvores secas os pássaros em cantoria, enquanto na praça, as crianças silenciam matando a alegria.

 

Sirenes despedaçam a fome de viver, onde o medo é sustentado pelo conta gotas do soro injetado na veia.

 

Transcorre a vida pacificamente nos campos e prados de asfalto onde o carvalho petrificado serve de sombra aos desvalidos.

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