pelas paredes da memória, revelando a concretude do vazio ao lembrar da primavera que já não existe mais.
Buzinam
carros saudações espantando das árvores secas os pássaros em cantoria, enquanto
na praça, as crianças silenciam matando a alegria.
Sirenes
despedaçam a fome de viver, onde o medo é sustentado pelo conta gotas do soro
injetado na veia.
Transcorre
a vida pacificamente nos campos e prados de asfalto onde o carvalho petrificado
serve de sombra aos desvalidos.
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