Há, correndo pela Internet um vídeo onde uma atriz, que fiquei sabendo depois, canta uma música de um só verso, onde, por quase dois minutos ela diz: Vai tomar no cu.
Quando da primeira vez que ouvi, achei de mau gosto,
ainda é, mas não sabia que faz parte de um show sobre essa anatomia ignorada e
até desprezada do corpo.
Bom, quer
dizer, tem alguns sádicos que sexualmente não o desprezam, pois sendo a região
mais erógena nada mais que estimulá-la, não é verdade. Como diz aquele
filosófico partidário da Filosofia Transcendental para o Prazer Máximo em Todos
os Sentidos: entre quatro paredes vale tudo. Concordo, mas com certas
restrições, pois essa região não foi feita para ser penetrada, no entanto,
prazer é prazer, cada um sinta como acha melhor.
Como aquele sujeito que conheci. Gostava na hora do
coito que a parceira introduzisse o dedo no ânus. Com isso o prazer era mais
intenso, com o qual concordava a parceira. Bom, cada um com o seu prazer se
divertem conforme a situação.
Voltando à música. Outro dia na plataforma do metrô uma
matrona a minha frente começou se invocar por estar enconchando-a. A culpa não
era minha, estava sendo empurrando para cima dela. Por infelicidade quando o
metrô parou na plataforma fui carregado e acabei por ficar atrás dela. Volta e
meia ela se virava, se mexia, tentando sair da posição ingrata que estava.
Permaneci na minha, mas estava vendo que levaria uma bronca a qualquer momento.
O que estava me irritando. Foi então que mentalmente comecei a cantarolar: Vai
tomar no cu, calmamente, sem um propósito definido, sem que fosse
exclusivamente voltado para ela. Não é que a irritação que ela me provocava
sumiu. Pouco me lixei com o que se passava com ela ou que estivesse querendo se
livrar da situação. Sorri num mover de lábios até que provocativo o que fez com
que ela me olhasse de viés sem entender nada.
Percebi que essa esdrúxula música funciona como um
mantra. Repetindo-a várias vezes você se controla, fica mais calmo e aquilo que
o atazanava, desaparece. Depois dessa situação no metrô, repeti a experiência
em vários momentos, tanto em casa, como no serviço e, funciona.
Porém há uma regra. Você não pode dizer: vai tomar no
cu, como ofensa, dirigida especialmente à pessoa que lhe causou desaforo ou
quer que seja. Você tem que proferi-la como uma música qualquer, como um
mantra, despreocupado, sem rancor, sem ódio, sem que seja dirigida a alguma
coisa ou alguma pessoa.
Tente, tente, faça a experiência e veja o resultado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário