Embriago-me de estilhaços onde a palavra calada, fere a carne que sangra o desconstruir a vida e seus liames absurdos. Escorro o sangue dos prédios fálicos da avenida. Persigo a mágoa nos cantos escuros das praças. Esqueço o furor assassino dos sexos. Lavo meus pés limpos na água escura do Tietê. No entanto, não vejo tua voz, não ouço teus braços e meus dedos não alcançam teu coração. Será que nada mais nos prende além da poesia sexual?
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