Canta as pedras, cimento e ferros nos edifícios humanos
Lamentam as dores e sofrimentos da humanidade
É um canto de dor
Triste lamento
A escorrer no asfalto
E no grito dos faróis alucinados
Nos ferros enferrujados
O canto negro
A ecoar o preconceito
De um povo
Pelas matas dilapidadas
O guerreiro deixou
De ser índio
E tornou-se
Idiota civilizado
Do sertão esturricado
Grita mudo o trabalhador
A morrer de sede
Num choro angustiado
Canta as pedras, cimento e ferros nos edifícios humanos
Lamentam as dores e sofrimentos da humanidade
É um canto
De uma só voz
Pedindo paz saúde
Alimento e o fim
Da miséria e dor
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