domingo, 14 de abril de 2024

Caos

  

não tenho direção
e nem itinerário
vivo no vento
sigo meus pensamentos

meus pés vazios
tropeçam inúmeras vezes
e as ilusões
servem de muletas
que nunca me permitem
cair realmente

não sou feito de concreto
mas de versos silentes
que  gritam  mudos
meu despreparo
implorando a cada farol
migalhas de rimas
dissonantes

durmo no caos
da metrópole fria
e barulhenta
da minha alma

onde o descanso
é mero souvenir
a enfeitar a vida
do faminto poeta


Pastorelli / Ly Sabas

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