Quero descrever os raios que
banham teus cabelos após uma noite de suave e gostoso amor.
Descrever como as gotas deslizam
pelo teu corpo com cheiro almíscar de deusa satisfeita pelo intenso ardor que
fluiu entre nós intensamente.
Descrever o instante surreal que
elevou teu corpo acima do êxtase atingindo o ponto máximo do prazer.
Descrever, ah! Como gostaria, se
os deuses mo permitissem, escrever palavras divinas que viessem às pontas
desses dedos longos pressionando essas teclas pretas e, alcançassem seu
objetivo.
Descrever, ah! Como me é difícil,
descrever o que deveria ter sido e ao mesmo tempo não foi.
Vivo me dilacerando nos porquês
sem ter a certeza de que seja o que penso ser realmente verdadeiro ou não.
Nesse dilacerar, cato os pedaços
do dia numa bandeja de dúvidas e angustia, ajeitando as dores nos seus lugares
em todas as manhãs.
Assim, num catar, emendar,
costurar os sentimentos bi partidos pela incerteza, vou reconstruindo o
destruído que em mim viceja como parasita se alimentando da seiva alheia.
Descrever!... Descrever é ótimo
quanto se tem à força do mundo em suas veias envenenadas.
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