Desliza os dias nos atos impingidos por minha atitude nem sempre correta
Mas quero que sejam corretas?
Em parte sim, em parte não
Quero o que não tenho ao mesmo tempo quero o que nunca tive
Sou um galho arrastado à mercê da correnteza violenta das paixões
Não busco apoio em nada
Quero sentir toda a emoção que eu possa agasalhar em meu peito faminto
Quero me alimentar violentamente no perigo desconhecido de ser tão somente
Um ser em busca do limite que a vida me diz impor
Sei que não romperei nunca esse limite
Mas não custa tentar todos os dias ao abrir os olhos
Ao romper das manhãs ensolaradas
A vida é acorde de violino corroendo sentimentos
Guardados no escaninho dos olhos ferindo-me na doçura do teu olhar
Traço no arco dos meus passos
O gesto dos teus braços
Que me abraça no sossego
Do compasso que traça
O círculo dos nossos destinos
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