Caminhamos entre papéis sujos de labaredas queimando seres que
desanimados tentam colocar ordem no processo de suas vidas. Pisamos calcarias
pedras sem que tomemos conhecimento da ação às vezes prolongado demais. Olhamos
nos olhos um dos outros e não vemos o brilho do sol aquecendo almas frias
enrijecidas pela desconfiança política e sexual que transita em cada ser.
Se estendermos a mão não é para salvar o próximo e, sim, para salvarmos a
nos próprio que já não acreditamos na mão estendida para que nos salve. Cada
beijo que suavemente depositamos nas faces empoeiradas é o mesmo beijo que Judas
entregou Cristo no calvário, pois ainda trazemos a alma suja de preconceitos e
imoralidades. Não aprendemos nada e nunca aprenderemos nada se não lavarmos o
espírito na água pura e límpida do amor pelo amor acima de qualquer coisa.
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