Uma semana depois não se vê mais vestígios do Natal. Uma loja ou outra apresenta em suas vitrines enfeites, mas logo serão retirados e o Natal será esquecido, isto é, há muito tempo ele está esquecido nos corações dos consumistas inveterados que só lembram em comprar isto ou aquilo para ele ou para ela nessa época do ano.
O
mundo gira em seu eixo sem se preocupar com a vida que gira em sua superfície
onde o ser, que se diz humano, aos pouco vai deteriorando a própria casa
egoisticamente ao seu bel prazer acumulando riquezas materiais infinitas que
nada lhe dará o conforto necessário.
O
conforto que todos lutam não está nos objetos que o rodeiam, não está na rotina
alienando olhares sensíveis ansiosos de claridade, não está no teclar letras
inofensivas, desde que sejam usadas para exprimir sentimentos e não para
declarar o podre positivismo de uma sociedade política que só se preocupa com o
próprio bolso. O conforto está num olhar que te olha com amor e satisfação por
estar te olhando e sabendo que está sendo retribuido com o mesmo peso de
igualdade. É uma mão reluzindo calor positivo em tua pele cansada sem nada
pedir e somente querer estar ali pousada por se saber querida. É viver a vida
como sempre se desejou viver:
intensamente em todos os sentidos tendo conscientemente o poder de saber que há
sempre alguma coisa para se fazer, para se criar...
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