domingo, 30 de junho de 2024

Uma semana depois

 Uma semana depois não se vê mais vestígios do Natal. Uma loja ou outra apresenta em suas vitrines enfeites, mas logo serão retirados e o Natal será esquecido, isto é, há muito tempo ele está esquecido nos corações dos consumistas inveterados que só lembram em comprar isto ou aquilo para ele ou para ela nessa época do ano.

 

O mundo gira em seu eixo sem se preocupar com a vida que gira em sua superfície onde o ser, que se diz humano, aos pouco vai deteriorando a própria casa egoisticamente ao seu bel prazer acumulando riquezas materiais infinitas que nada lhe dará o conforto necessário.

 

O conforto que todos lutam não está nos objetos que o rodeiam, não está na rotina alienando olhares sensíveis ansiosos de claridade, não está no teclar letras inofensivas, desde que sejam usadas para exprimir sentimentos e não para declarar o podre positivismo de uma sociedade política que só se preocupa com o próprio bolso. O conforto está num olhar que te olha com amor e satisfação por estar te olhando e sabendo que está sendo retribuido com o mesmo peso de igualdade. É uma mão reluzindo calor positivo em tua pele cansada sem nada pedir e somente querer estar ali pousada por se saber querida. É viver a vida como sempre se desejou viver: intensamente em todos os sentidos tendo conscientemente o poder de saber que há sempre alguma coisa para se fazer, para se criar...

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