Ouço o pulsar invisível das
sombras nas manhãs que torturante me envolve pacificamente.
Reajo dentro da normalidade ao
construir arquitetonicamente meus atos não revelados cujo testemunho é a prova
da minha existência.
Integrante do nada participo, não
muito ferrenhamente, catando nos escombros migalhas de amores e amizades.
Tropeço nos entulhos amontoados
nas esquinas sem me importar com o destino...
Torno-me outro sem cair na
modorra sórdida de me sentir herói dos meus próprios atos e dilemas.
Torno-me outro sem que preciso me
reciclar continuamente para viver ao teu lado.
Torno-me outro quando meus olhos
depositam na saudade em tudo que me rodeia, nossos beijos enganosos.
E esse outro que me tornei,
inescrupulosamente conduz meus instintos irracionais alardeando o vazio que me
acomete no silêncio do meu corpo suado pelos prazeres comprados.
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