... transfigurando na face o
desejo de bebida, pediu mais uma caipirinha.
Já estava na quarta. Precisava parar, esperava apenas que o Salú fizesse a
porção de salame que pedira. E depois? Sim, e depois? Perguntou novamente num
fluxo nada criativo. Onde seus pés o levariam? Pouco importava onde, contando
que não fosse muito longe. Era quarta-feira... Não era nas quartas-feiras que
acontecia às coisas? Onde ouviu isso? Não se preocupou em saber. Escorregou a caipirinha para dentro da boca
sabendo ser urgente direcionar o gosto de se aventurar e, fazer com que
acontecesse o que deveria acontecer. Deslizou o dedo na folha da memória ainda
quente de lembranças. Foi o suficiente ao virar a folha, para que a saudade
surgisse como aquecimento. Em borbotões de sucessivas imagens, o peito
comprimiu a dor entre o querer alimentar a saudade ou, matá-la de uma vez.
Fechou a ensebada agenda. Continuaria outro dia.
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