quarta-feira, 3 de julho de 2024

um piano, uma manhã, reflexões poéticas apenas...

  

...um piano sonoriza a manhã aumentando a distância nos dedos de Arthur Moreira Lima alimentando a saudade recheadas de canções  românticas ultrapassadas...

 

...tudo é um tempo só, um tempo quando o sol, nessa manhã, lentamente surge lembrando que o tempo passa desgraçadamente sem que eu possa notar sua passagem de uma ida somente, cujo destino conheço, mas que o escondo numa única palavra dita no recôndito aconchegante do meu interior: estou só, eu e a minha saudade somos uma coisa só, mesmo que no instante seguinte, desminto-me refazendo o texto, dando-lhe um enfoque mais viril, porque sei que assim deve ser e não como quero que seja....

 

... dessa maneira, meus gestos deveriam ser comedidos num respeito moral burguês cristão que, no entanto, ouso jogar no lixo da incompreensão toda a parafernália moral de vivência por apenas viver, porque há em meu peito um órgão pulsante obrigando a respirar cada passada onde poderei tanto destruir como construir...

 

... dolorosamente compreendo as insignificantes coisas que um simples trouxa não vê e, nessas coisas insignificantes está a sensibilidade poética desse mundo de errante covarde, no qual, viajo ora lutando bravamente, ora lutando covardemente deixando-me levar entre detritos da individualidade social primata e consumista que não entende o presente vivendo na angustia do futuro...

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