terça-feira, 13 de agosto de 2024

Quando ele chegou

 Quando ele chegou havia poucas pessoas. Ao assinar a lista de presença verificou que a acusação era uma advogada, pensou: isso deve ser bom, pois ela vai escolher mulher e não homem. Aos poucos a sala foi se enchendo. Outra coisa que fortaleceu o seu parecer, é que dos quatorze jurados, três eram homens, o resto todas as mulheres. Mais uma chance dele escapar. Foram buscar um jurado no outro plenário para que fosse possível o julgamento. O oficial saiu no corredor e chamou pelo nome três pessoas. Ih! Isso é mau, será que vai ter testemunhas? Nisso uma senhora já avançada na idade entrou acompanhada de um sujeito moreno. Entraram e sumiram lá para dentro. Depois ela voltou sozinha. Logo em seguida entra o Promotor, um advogado gordo, olhar duro como se fosse dono do plenário. As peças estavam colocadas no tabuleiro, só faltava dar início ao jogo, o que foi feito. O réu, aquele moreno que estava acompanhado com a advogada, não estava algemado, foi conduzido ao seu lugar. O juiz entrou, todos ficaram em pé. O juiz mandou todos sentarem e foi dada a partida ao jogo. E o sorteio começou: Fulana de tal chamou o juiz. A Fulana ficou em pé, e a advogada recusou. O juiz chamou outra Fulana, ao que a advogada novamente recusou. Em seguida o juiz chamou: Osvaldo Luiz Pastorelli, ah! Que merda, A advogada aceitou, mas para a felicidade dele o Promotor disse: Recuso Excelência e obrigado. Depois disso a advogada aceitou mais um homem e o promotor recusou e, ainda acrescentou: Recuso a pedido do jurado. No final a tribuna de jurados ficou composta de seis mulheres e um homem. Ele como sempre não quis saber a causa da acusação, pegou o atestado e como todos os outros jurados, se mandou do tribunal.

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