Quando o vazio abarrota o sentimento, tudo parece
demasiado insignificante e as insignificâncias que, nos dias normais não se
presta atenção, passam a ter importância.
Tem se a impressão que se desliza numa fragrância leve
a ponto de não sentir o chão, de não sentir o sol, de não sentir o ar, se
esquece as angustias do dia a dia e, passa a prestar atenção nos pormenores,
naqueles pormenores que nos dias comuns não se nota. Uma hora é um papel jogado
displicentemente na calçada, um carro que guincha o pneu numa freada, um riso
que se ouve sem saber de onde vêm, conversas que se cruzam ficando na memória
pedaços de vozes, o brilho da manhã estampando a janela de algum prédio humano,
enfim...
...quando o vazio abarrota o sentimento, se faz uma
rota diferente emocional, criando assim, forças para continuar na estrada da
vida, continuar com o papel destinado neste palco imenso, caótico e belo...
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