o vento caminha entre as pernas
da cidade enxugando as lágrimas no lenço da fatalidade
o sol equilibra-se nos galhos
tortos e anuncia a alegria estampada nas bancas de jornais e revistas relatando
a tragicomédia brasileira que todos os dias as rádios prenuncia
nomes entre dentes garrafais e
fotos de falsos rostos, enchem de cores os olhos dos outdoors a embalar sonhos
e amores em ilusões perdidas
em cada boca suculenta toma-se
coca-cola embrenhando-se em academias enferrujadas ao som de aparelhos de
halterofilismo arcaico
como água poluída, escorre a
fome, fecha-se o livro e se dispara o fuzil mostrado a cores na televisão todos
os dias
“o sol é tão bonito
quero seguir vivendo
por que não...
eu vou...
por que não...”
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