o sol por entre os edifícios as dores
da manhã resplandece no murmúrio de vida e o vento metálico sibila, numa morna aragem, as folhas das árvores
balouçando rumores esquecidos onde, absorto na minha prisão diária, pela janela embaçada, construo os passos
nesta prosa poética, tentando assim matar a saudade que nesse verão frio, vejo a cena emoldurada
pelo batente da janela, como fotografia fixada na retina do meu flash, e do
azul do céu, caem flores vermelhas atapetando a avenida dos bancários homens de
negócios que só se importam com dinheiro e no canto da esquina, a mulher faminta, recolhe em sua mão as flores
vermelhas que lhe aquece o coração
Nenhum comentário:
Postar um comentário