domingo, 6 de outubro de 2024

“Naquele dia de verão em que choveram flores vermelhas”

 

o sol por entre os edifícios as dores da manhã resplandece no murmúrio de vida e o vento metálico sibila, numa morna aragem, as folhas das árvores balouçando rumores esquecidos onde, absorto na minha prisão diária, pela janela embaçada, construo os passos nesta prosa poética, tentando assim matar a saudade que nesse verão frio, vejo a cena emoldurada pelo batente da janela, como fotografia fixada na retina do meu flash, e do azul do céu, caem flores vermelhas atapetando a avenida dos bancários homens de negócios que só se importam com dinheiro e no canto da esquina, a mulher faminta, recolhe em sua mão as flores vermelhas que lhe aquece o coração

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vazia.

                                            Vazia. A minha mente está vazia.Vazia.Vazia.Tanta coisa as quais posso escrever e nada me vem à ...