...carro pegando fogo, fumaceira,
trânsito ruim; “moço, tem uma abelha nas tuas costas”, disse a moça ao
ultrapassar por mim, “onde?”, perguntei, “tire para mim”, “da licença”, e ela
com medo de me tocar ou de ser ferroada pela abelha, espantou a dita cuja; esse
lado da avenida não é nada legal, uma calçada suja, disforme, cheia de buracos,
carrinhos de bolos, pães, café, banca de frutas, o Center Três todas as manhãs
com tapume de madeira, entre os vasos na calçada da Frei Caneca há sempre uma
mendiga sentada escrevendo, outro dia ela estava escrevendo num vidro e no
outro num caco de garrafa, será que ela
é feliz? não sei, comecei duas histórias que não consigo continuar, o bebedouro
com água gelada, a máquina de café todas as manhãs quebradas, não sei, mas acho
que do outro lado da avenida estávamos melhor ou... eu estava melhor; não sei,
tantos motivos para escrever uma crônica ou sei lá o que e não tenho pique, não
tenho motivação... ah! sei lá... nem sempre é tudo como queremos e sempre temos
que nos sujeitar por causa dessa maldita sobrevivência... o negócio é chutar o
balde cheio de merda, mandar pra puta que pariu as preocupações e continuar...
continuar... continuar... e nunca cair... é foda!
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