quinta-feira, 28 de novembro de 2024

É isso

  

O branco da mente invade, se confunde, se interpenetra com o branco da telinha do monitor – antigamente era o papel -, meus dedos descansam sobre as teclas do computador – antigamente era a caneta ou a máquina de escrever -, à espera de alguma ordem vinda do cérebro meio que cansado e profanar com palavras nem sempre condizentes com o que se pensa ou se deseja pensar e muito menos com o que se deseja escrever. Nem tudo é como a gente desejaria que fosse.

Sou influenciado por um filme em que o personagem atacava com avidez o teclado numa enxurrada de palavras em que ele depois reescreveria criando assim uma pequena obra literária. Esse personagem é interpretado pelo ator, por sinal, o excelente Sean Connery, em que ele dá uma aula de como se deve escrever ao aprendiz a escritor que invade o seu apartamento.

Ataco o teclado, não com avidez como o personagem do Sean Connery, mas com certa reserva onde o pensamento se coloca em primeiro plano preocupado, não com o que vou escrever, e sim, com o que o leitor vai achar ridicularizando ou não essa tentativa ridícula de pensar que sou escritor.

Cada texto que crio que transporto da mente ao papel, isto é, à telinha do monitor, é sempre uma tentativa, às vezes experimental, às vezes inconsciente, outra bloqueada por uma temeridade critica outras frustradas indo rapidamente para o lixo eletrônico.

Não ouso vôos literários, não adianta me pavonear de escritor, não tenho estilo que se sustente por si próprio. Meu estilo, se é que tenho um estilo, é despreocupado, não é engajada a nenhuma linha literária, a nenhuma corrente de fácil acessibilidade. Não consigo um escrever leve, fácil, expressivo, algumas vezes sem que perceba saí um texto espontâneo sem precisão de reescrevê-lo inconseqüentemente a ponto de sentir o forjar da escrita espremida, angustiada.

Bom... é isso...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vazia.

                                            Vazia. A minha mente está vazia.Vazia.Vazia.Tanta coisa as quais posso escrever e nada me vem à ...