O Word aberto. O branco da
telinha desponta ferindo o branco de outros lugares, prédios, paredes, papéis e
o branco fugaz que num repasse translúcido fere a mente obrigando-a a pensar no
que os dedos deverão teclar letras correspondentes e assim fazer com que surgem
palavras transmitindo o meu pensar de escritor sem ter o que escrever.
Que merda! De novo esse dilema!
De novo escrever sobre isso?!
Não há variações nessa escrita de
molambo sempre em perigo caminhando a beira do precipício da alma sem ter o que
falar apenas imprimindo palavras a esmo e, o que é pior, querer que tenham
conexão entre si para que possa ser chamado de escritor.
Imbecil! Não passa de um rufião
sonolento sem perspectivas de se alçar em voos panorâmicos da intelectualidade
primata onde o que se realça é a paranoia afogada nos próprios desígnios
conturbando o que pretende dizer.
Trouxa! Aposente os dedos
masturbadores de vermes pousados no teclado a cata de letras para que possa
existir.
Fecho o Word. Desligo o micro. E
vou dormir...
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