Escrevo na obscuridade da alma como faca cortando o peito em dois.
Remexo no fundo do poço o sangue
das palavras por puro prazer em sentir a pulsação sonora.
Rasgo a pele do sentimento numa
entrega exorcizante sempre buscando o limite do existir e não existir.
Cultuo o tesão da forma,
misturando sonhos com fracassos num delírio homicida sem culpa e sem
preconceito.
E do lirismo idiota, filtro o processo
criativo numa gestação traiçoeira até que o texto fique puro e a perfeição me
consuma.
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