façam a festa
não esperem por mim
poeta chinfrim
mal sei o que escrevo
quanto mais o que há
além da fresta
da porta miséria
mal sei o que há
além do muro
onde a pobreza
dá murro
para sobreviver
façam a festa
sem mim
míseros sobreviventes
enquanto mal escrevo
esse poema sujo
num grito surdo
a fome de viver
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