O sol na cortina ilumina o
amarelo refletindo uma luz fria que, transfere a cada um, a lembrança de sua
própria necessidade de suportar o insuportável pela sobrevivência.
E nesse canil, como cão
amestrado, desempenho meu papel tentando galgar um degrau a mais na vida, tanto
espiritual como intelectual e financeiramente e, talvez, familiarmente.
Alguns, livres de qualquer
opressão, agem com naturalidade, enquanto outros, sem a ferrenha capacidade de
luta expressiva, pois sua luta é apenas uma luta para não ser soterrado no
acumulo das mesmices, apenas passam o dia por passarem.
Há os que trazem em suas fibras a
espontaneidade franca e exagerada em dizer o que pensam sem se preocuparem com
a conseqüência, tornando-se assim o palhaço da turma.
Não se podem esquecer os quietos,
os acomodados que no seu canto, acomodam a carcaça se esfacelando na
mediocridade pouco se lixando com o que aconteça ao redor.
O sol na cortina continuara
iluminando mas seus reflexos serão variáveis até o final do dia, enquanto que
os ocupantes permaneceram imutáveis em seus afazeres tendo apenas um
pensamento: ainda bem que hoje é sexta feira.
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