Tendo lido, não sei onde, se
revista, ou jornal, um texto em que, a palavra puteiro aparece várias vezes.
Achei que deveria escrever algo relacionado com essa palavra. Puteiro: de puta
+ eiro, chulo, prostíbulo, reunião de putas que estão ali tão somente a putear,
isto é, estão descompondo-se em gestos obscenos, ofensivos, o seu modo de vida.
Assim do nada a palavra aparecia
aos meus olhos como algo extravagante, ofendendo meus olhos, determinando a
palavra puteiro, como um termo forte. Decidi então, escrever um texto que
começasse com essa palavra. Mas não consegui
porque notei que coisas estranhas pairavam sobre a palavra, arrastando meus
passos para o lado lúgubre da cidade.
E seguindo as sombras, conclui
que seria seduzido por pensamentos frágeis que se debatiam numa desorganização
que me assustava.
Fiquei firme em meus intentos,
enquanto finas teias se entrelaçava à intricada
organização das reflexões, que, ligeiramente emaranhadas por causa da
ética moral burguesa, escarravam em ritmos arreganhados de beijos alucinantes
destruindo, assim, o preconceito preso por paredes moralistas.
Reconheci-me como bravo guerreiro
lutando afoitamente no intuito de ganhar e manter o resquício de felicidade que
ainda poderia ter.
Joguei-me contra tudo e contra
todos, sem perceber a ferida maculando a área limpa que em mim ainda havia.
Poderia me entregar ao suicídio
maldizendo aos quatro ventos a chance perdida, e deixar o olhar da alma sem
enxergar como verdadeiramente eu sou.
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