segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Como verdadeiramente eu sou

  

Tendo lido, não sei onde, se revista, ou jornal, um texto em que, a palavra puteiro aparece várias vezes. Achei que deveria escrever algo relacionado com essa palavra. Puteiro: de puta + eiro, chulo, prostíbulo, reunião de putas que estão ali tão somente a putear, isto é, estão descompondo-se em gestos obscenos, ofensivos, o seu modo de vida.

Assim do nada a palavra aparecia aos meus olhos como algo extravagante, ofendendo meus olhos, determinando a palavra puteiro, como um termo forte. Decidi então, escrever um texto que começasse com essa palavra.  Mas não consegui porque notei que coisas estranhas pairavam sobre a palavra, arrastando meus passos para o lado lúgubre da cidade.

E seguindo as sombras, conclui que seria seduzido por pensamentos frágeis que se debatiam numa desorganização que me assustava.

Fiquei firme em meus intentos, enquanto finas teias se entrelaçava à intricada  organização das reflexões, que, ligeiramente emaranhadas por causa da ética moral burguesa, escarravam em ritmos arreganhados de beijos alucinantes destruindo, assim, o preconceito preso por paredes moralistas.

Reconheci-me como bravo guerreiro lutando afoitamente no intuito de ganhar e manter o resquício de felicidade que ainda poderia ter.

Joguei-me contra tudo e contra todos, sem perceber a ferida maculando a área limpa que em mim ainda havia.

Poderia me entregar ao suicídio maldizendo aos quatro ventos a chance perdida, e deixar o olhar da alma sem enxergar como verdadeiramente eu sou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vazia.

                                            Vazia. A minha mente está vazia.Vazia.Vazia.Tanta coisa as quais posso escrever e nada me vem à ...