Luminosos cintilam palavras
inofensivas diante de olhos estupefatos de álcool.
No sobe e desce dos passos
incertos, sem saberem do destino, o vento açoita rumores na alma excitados pelo
ardor da noite.
Ruge monstros metálicos
assustando feras desprevenidas de opções, escondidas nos shopping desta selva
consumista.
Entrosados deuses financeiros,
bocejam tédios devoradores engolindo a fraqueza faminta de poderes.
Choram estrelas falsas no céu
televiso e nas folhas penduradas estrategicamente pela cinzenta e metálica
selva.
Grita a leoa seu mecanismo de
imposição aos sedentos de, por instantes, aparecerem uns aos outros.
Grupos aqui e ali, tagarelam estultice
projetando a existência de cada um.
Concretiza assim, mais uma
sexta-feira perdida nas brumas da aventura não realizada.
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