confidências escritas nos ramos
finos e frágeis da árvore-vida correm o risco de serem quebradas e, ou o vento
a carrega, ou no chão se integram ao húmus do planeta dando assim, vida a
outros elementos
confidências aos ouvidos prontos
a escutarem o que lhe é dito numa lascívia umidade de águas límpidas e refrescantes
palavras escritas como suave
grito que da alma soa em alaridos mudos onde apenas ao interessado as entenda
ondas que partem do meio do lago
em círculos iguais e se desmancham na margem molhando os olhos da mata que o
circunda
os olhos do confesso brilham em
direção ao confidente e os dois juntos partilham dos mistérios que só a eles
interessam lábios em lábios fechados
sussurros entrecortados por
exclamações oscilam como donos absolutos da verdade - confidências são para mudos
falantes e não para bocas surdas
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