quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

A humanidade caminha sempre

  

Meio-dia e quarenta e nove. Repousa a calma do almoço no silêncio dos objetos expostos sobre a mesa, com a finalidade de servirem aos propósitos para os quais foram projetados e fabricados.

 

Tão quieta está a esfera, peso de papel, como também o durex, os lápis e canetas, que em posição horizontal repousam palavras guardadas na ponta dos meus dedos, a régua medidora de comprimento e de traçar linhas absolutamente retas. Igualmente, repousam no silêncio, o grampeador e o perfurador, objetos contundentes: um fura e o outro perfura.

 

Repousa ainda, a consciência das pessoas, na promessa de mais um dia cumprido com seus deveres morais, profissionais e familiares, sem ao menos atentar para o que acontece além das suas vidas.

 

E assim caminha a humanidade: diante de fatos mundiais ou casuais, ora feliz, ora deprimida, suportando a carga que ela própria ajudou a criar.

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