Meio-dia e quarenta e nove. Repousa a calma do
almoço no silêncio dos objetos expostos sobre a mesa, com a finalidade de
servirem aos propósitos para os quais foram projetados e fabricados.
Tão quieta está a esfera, peso de papel, como
também o durex, os lápis e canetas, que em posição horizontal
repousam palavras guardadas na ponta dos meus dedos, a régua medidora
de comprimento e de traçar linhas absolutamente retas. Igualmente, repousam no
silêncio, o grampeador e o perfurador, objetos contundentes: um fura e o outro
perfura.
Repousa ainda, a consciência das pessoas, na
promessa de mais um dia cumprido com seus deveres morais, profissionais e
familiares, sem ao menos atentar para o que acontece além das suas vidas.
E assim caminha a humanidade: diante de fatos
mundiais ou casuais, ora feliz, ora deprimida, suportando a carga que ela
própria ajudou a criar.
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