A
imagem no vidro da janela é desfigurada pela persiana que, ao sabor do vento,
de vez em quando se move lentamente profetizando que a vida sempre continua e
nunca deve ser parada.
A
esfera de acrílico reflete meu inverso numa linguagem muda de objeto que como
souvenir enfeita o espaço num silencio extático traduzível apenas aos que tem a
capacidade de ver além de suas fibras que a vida contínua e que nunca deve ser
estagnada.
Aos
ouvidos dos incautos o som do martelo nos metais propaga-se apesar das janelas
fechadas com suas terríveis persianas impedindo a claridade confirmando que a
vida mesmo que seja ínfima e miserável deve ser constante e jamais desprezada.
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