A pomba vai de um lado para outro incansável sobre o asfalto quente. Pobre ave feia, não tem um destino para ser cumprido, tem o instinto que lhe diz o que fazer até que algo a faça alçar vôo. Ando como essa ave feia de um lado para o outro e volto constantemente ao banquinho da lanchonete sorvendo meu destino no álcool que concretiza minha sobrevivência sem ter instinto de voar ao teu destino.
domingo, 19 de janeiro de 2025
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