sábado, 1 de fevereiro de 2025

Belas futilidades.


Surda aos gritos da caterva muda, a cidade sonoriza os dilemas rachando concreto, cimento, ruas, vielas e praças silenciosas.
Séculos de individualidade, alimentam o progresso que avança deturpando o humilde em busca de um raio de sol.
No leito da vida, o vale tudo é aceito como regra de sobrevivência lutando, braço a braço, pelo direito a dignidade.
Ossos raquíticos cruzam, aleatoriamente, a corda bamba como marionetes nadando em tudo que pinga das mãos pela sobrevivência.
Cego e surdo no fio de voz, o sussurro das mentes que não emudecem, transformam pensamentos em palavras.
E na tela panorâmica dos outdoors luminosos, sorrisos falsos brilham na anorexia ceifando belas futilidades.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vazia.

                                            Vazia. A minha mente está vazia.Vazia.Vazia.Tanta coisa as quais posso escrever e nada me vem à ...